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O Sindicato dos Jornalistas exige um "imediato pedido público de desculpas" do presidente do Futebol Clube do Porto, Pinto da Costa, cujo carro atropelou hoje um fotojornalista do "Jornal de Notícias", à saída do tribunal.
Manifestando "a maior indignação com o atropelamento de um fotojornalista ao serviço do "Jornal de Notícias" pela viatura onde era transportado o presidente do Futebol Clube do Porto, registado ao final da manhã de hoje", o SJ considera tratar-se de "uma ocorrência grave, que não pode deixar de ser apurada até às últimas consequências, e que justifica um imediato pedido público de desculpas", refere em comunicado a organização sindical.
Na nota, a direcção do SJ manifesta "a sua inteira solidariedade" para com o jornalista atingido e "disponibiliza os seus serviços jurídicos para apoiá-lo caso pretenda apresentar queixa pelo sucedido".
O fotógrafo, José Carmo, acompanhava a saída da ex-companheira do presidente do FC Porto por uma rua estreita perto do Tribunal São João Novo (Porto), quando o carro de Pinto da Costa (conduzido pelo seu motorista, que é também arguido num dos processos em julgamento) passou a grande velocidade.
O repórter ficou comprimido entre o veículo de Pinto da Costa e outro carro que estava ali estacionado, embatendo no espelho retrovisor e acabando mesmo por cair. Um polícia que escoltava Carolina Salgado assistiu ao acidente e ordenou ao condutor do carro que parasse, mas o motorista não obedeceu.
O repórter fotográfico foi observado no Hospital de São João, apresentando ferimentos ligeiros e escoriações.
O director do "Jornal de Notícias", José Leite Pereira, disse à Lusa considerar desnecessária a apresentação de uma queixa formal pelo sucedido, já que o incidente foi presenciado por agentes da Polícia. No entanto, José Leite Pereira admite estar "muito incomodado com a situação. Um carro embateu contra um peão e não parou".
Um assessor de Pinto da Costa garantiu ao jornal que o condutor e os ocupantes do carro não se aperceberam do embate, refere uma nota publicada no site do "JN". "Mas ainda que o condutor e os ocupantes do carro não se tivessem apercebido do embate - isso mesmo nos transmitiu um assessor de Pinto da Costa - já nos custa a entender que não tenham percebido nem o sinal de paragem de um polícia nem uma palmada que este terá dado no carro para que parasse. Aceitamos que possa ter acontecido tudo, menos que se deixe alguém caído sem assistência", refere a nota.
A direcção do "Jornal de Notícias" garante ainda que "não permitirá que nem ele (José Carmo) nem os direitos dos jornalistas sejam objectivamente atropelados sem que se apurem responsabilidades".
No mínimo, apercebendo-se da situação deviam ter visto se o reporter tava decente, nem q fosse abrir o vidro, não só não o fazem como a policia manda parar e népias. Isto demonstra uma falta de carácter e civismo brutal