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CGD cria ‘spreads’ mais duros para maus clientes
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) tornou-se no primeiro banco a distinguir entre clientes do crédito à habitação, criando margens diferentes para bons e maus clientes, revela o ‘Diário de Notícias’.
Os clientes da CGD considerados como sendo ‘de risco para análise’ irão variar entre os 1,1 e os 3,75%, contra os ‘spreads’ de 0,85 e 2,6% que serão cobrados aos clientes que tenham um perfil de risco mais ‘favorável’, precisa o ‘Diário de Notícias’.
O jornal nota que esta nova prática por parte do banco do Estado, criada em nome da transparência, poderá vir a ser imitada por outros bancos.
Para determinar o ‘spread’ do cliente, a CGD leva em conta o montante do empréstimo e o valor da casa, o número de produtos que este detém, e a sua nota de dívida, que se baseia no rendimento, nível de endividamento, situação profissional, atitude perante as dívidas, o agregado familiar e mais alguns factores).
O ‘Diário de Notícias’ nota que, “na prática, o que a Caixa agora publicita não é mais do que os restantes bancos fazem mas não o divulgam publicamente”.
Na sua edição de hoje, o Diário Económico noticia que os ‘spreads’ praticados pelos bancos no crédito à habitação triplicaram no espaço de um ano.
Acho é o título um bocado coiso, deveria ser clientes com mais risco, o que faz sentido, e nem percebo a novidade disto.